Faz 8 dias que voltei, estou tentando reacostumar-me com a vida por aqui. Nestes primeiros dias, rotina não foi algo que pude ter (ainda bem!). Cada dia tem uma visita pra fazer, alguém pra receber, uma festinha pra ir, sem contar a faculdade, já que cheguei duas semanas atrasadas.
Cheguei no aeroporto de São Paulo e nem precisava saber disso previamente pra ter certeza que estava outra vez no meu Brasil, porque infelizmente a desorganização e falta de informação tradicional das empresas brasileiras não mudaram nada.
Cheguei às 6h00 da manhã, e segundo a informação da web, meu vôo até Floripa havia sido cancelado, e fui transferida a um que saía de Congonhas. Fui ao balcão de informações da Tam, ops! Que balcão? O que eu encontrei foram quatro balcões para check-in, que tinham uma fila que dava duas voltas no aeroporto, e um homem gritando o número dos vôos que estavam em última chamada. Moderno sistema…
Bom, respirei fundo, e no meio de um grito e outro, pedi que ele por favor me informasse se meu vôo havia sido cancelado, visto que, na Ibéria, a empresa que fez o meu pacote aéreo, não havia confirmação desse cancelamento. O comissário disse: “olha não tenho nenhuma posição de cancelamento”. Mas ele também não disse que não estava cancelado…
Resolvi dar uma caminhada pelo aeroporto, encontrei um painel de vôos internacionais, onde aparecia que o meu, vindo de Brasília (o porquê de estar em Internacionais não me preguntem…), estava sim cancelado. Volto a buscar o funcionário, ele sem saber o que fazer me diz que não pode pesquisar, e eu já prestes a perder a minha educação somente dou um sorriso e digo: Não queres que pegue essa fila de 3km pra descobrir, né?
Ele meio sem jeito, me pede que procure o Emanuel, lá no balcão sem fila. E aí descubro, que na verdade eu não estava colocada em nenhum vôo, mas também me dou conta que tem muita gente excepcional no nosso país. O jovem foi fantástico e me colocou no vôo que saia já em 40 minutos. E assim foi, às 8h10 eu decolo com destino a Ilha da Magia.
Tive tempo apenas de avisar aos meus pais, que ficaram loucos, porque haviam contratado uma besta (eu não sabia…) pra irem buscar-me junto aos meus familiares e amigos. Imagina a minha mãe acordando todo mundo às 7h30 da manhã, sendo que o combinado era de sair somente às 10h30, já que eu chegaria às 12h05.
Pra mim foi tudo ótimo, eu estava chegando cedo, sem problemas com as malas, sem ter de trocar de aeroporto, e ainda tomei café da manhã relaxada no avião. Enquanto isso, aqui em Itajaí, mas precisamente na minha casa, havia uma muvuca de gente correndo contra o tempo!
Às 10h15 eu consigo sair de dentro do aeroporto de Floripa, como já imaginava meus pais ainda não haviam chegado, sentei em um banquinho e fiquei ansiosamente procurando um Palio vermelho com meus pais e meu irmão dentro. Cada carro vermelho que passava meu coração acelerava. Havia passado só cinco minutos e pareciam três horas.
Quando ligo o Mp3 para me distrair um poco, passa uma besta e eu só me dou conta do que se trata quando várias cabeças aparecem gritando. Fiquei em choque, meu pai foi o primeiro a me abraçar, aí a mãe e depois já não lembro a ordem, a emoção foi tão grande, e era tanta gente, eu não sabia pra onde olhar.
Estavam lá, os meus pais (é óbvio), o meu irmão mais lindo do mundo, a vovó, a tia Clara, o tio Paulo, a Aghata, a Carol, o César, a Flavia, o Ricardo, a Lorena, a Lohanna, o Andréas e a Sandra. Obrigada a todos pelo imenso carinho e esforço indo até lá!
Só fiquei triste por esquecer de tirar foto, foi a emoção…
Depois chegando em casa como toda boa família brasileira teve aquele churrascão, onde também estiveram presentes os amigos que não couberam na besta, os que não podiam ir e os que com o horário tiveram que desistir. E a festa seguiu até o domingo…
Em breve mais novidades do pós viagem!

