Sim, sabe quando uma noite termina e você tem aquela sensação que não sabe bem como explicar se é boa ou ruim, mas a única expressão que vem na tua cabeça é: QUE DIA!
O dia pode ter sido muito bom, muito ruim, mas o dia a que me refiro hoje, já não sei se é bom ou ruim, sei apenas que foi muito atípico. Dei graças a Deus por ter começado um novo, porque nesse novo espero que as coisas não saiam tão da rotina, não fujam tanto do normal. Eu sei que às vezes é bom que nem tudo saia como se planejou, mas ao mesmo tempo, a sensação de perder um pouco o controle de tudo é apavorante.
Não vou entrar em detalhes do que realmente aconteceu, apenas quero reflexionar sobre as conclusões, sobre as sensações mais precisamente. Um dia desses, alguém (uma professora) estava me explicando sobre um fenômeno chamado “disfunção cognitiva” que é quando o ser humano entra em desequilíbrio, porque seus pensamento e sua forma de atuar não coincidem, e aí, automaticamente para voltar a este equilíbrio, ele (sim, o ser humano) modifica uma dessas duas vertentes para alcançar outra vez o equilíbrio perdido. O que acontece, é que o mais fácil de mudar é o pensamento, por isso passamos por tantas mudanças de estilo, de idéias e algumas vezes de caráter. Porque mudamos nossa maneira de pensar para justificar uma atitude.
Bonito né? Sim, e faz um sentido enorme. Passei por isso nesse tal dia do Que dia. Mas, depois voltei a pensar como pensava antes, voltei a um desequilíbrio, ainda que pós atitude. Ou seja, já não dá pra mudar as palavras que disse no momento em que pensava pensar assim porque queria dizer aquilo daquele jeito. Tentar dizer que não era bem aquilo que queria dizer creio que não vai resolver, nem sei se haverá oportunidade. O jeito é apelar pra uma outra opção típica do ser humano: pedir desculpas. Sei que não cura, mas acho que ajuda.
Enfim, que dia!

