Arquivo para Dezembro, 2007

Maravilhas do mundo

Cheguei ontem e já estou com saudades daquele sol batendo na neve, do pé gelado e corpo imóvel dentro de tanta roupa. Granada e Serra Nevadas são lindas. Granada é muito parecida com Sevilha, ruas estreitas, cultura árabe, igrejas e templos monumentais, restaurantes de tapas (ohhh delícia), muitas praças… um encanto para os olhos! O grande diferencial é a Alhambra. Sim, umas das candidatas a ser uma das sete maravilhas do mundo moderno, injustamente não escolhida…

Já Serra Nevada, para mim ainda é incoparável, não conheço nenhum outro lugar onde se possa fazer as fotos que eu fiz… A subida da serra de ônibus já é uma overdose de imagens perfeitas. Fico imaginando subir de carro, podendo parar em cada mirante, acho que levaria cinco horas pra chegar no topo e não 45 minutos.

A viagem rendeu cerca 350 fotos, o álbum em breve estará com as melhores, a partir do dia primeiro podem conferir.

 Sei que todo mundo vai pedir mais detalhes da viagem, mas os momentos são de certa maneira indescritíveis, é difícil contar as sensações que tive vendo em cada canto uma beleza tão única, tendo o primeiro contato com a neve da minha vida…

Talvez o ponto mais alto da viagem tenha sido conhecer a Élida e o Régis, dois brasileiros que vivem a três anos em Barcelona, e que se tornaram meus parceiros de viagem. Momentos únicos, uma harmonia que parecia vir de anos de convivência… Dias perfeitos, que se vão deixando saudades e gostinho de quero mais.

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Feliz Navidad!

Um Feliz Natal, um Feliz Natal…

Amanhã pego o primeiro trem europeu da minha vida rumo a uma cidade incrível. Granada, estou chegando! E depois, uma passadinha em Serra Nevada, pra gelar bumbum brincando de escorregar na neve, já que, não sou candidata a passar o fim de ano toda quebrada por tentar esquiar.

Prometo voltar com histórias pra contar e muitas, muitas fotos!

Mas, antes de ir, tenho que desejar um Feliz Natal a todos vocês que estão sempre aí me espiando, brigando quando não posto nada, reclamando que não conseguem comentar e rindo junto comigo de tudo que tenho passado nesses últimos quase três meses. Sim, três meses, dia 26 faz mais ou menos 2160 horas que estou em solo europeu.

Besitos amores de mi vida!

Los echo un montón de menos!

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e se deixar pra depois

Termina assim antes mesmo de começar

terminar com um fim

um final feliz

feliz mesmo com o fim

fim que não tem fim

e acaba do mesmo jeito que começou

um dia nos olhamos e achamos melhor dizer adeus

como no dia em que você me deu aquele oi

o fim só não é fim porque ainda estou aqui

eu sei que mais dia menos dia eu tenho que ir

tenho?

por que?

você quem está dizendo

e se não tiver?

se esse trem não tiver que descarrilar?

se esse precipício puder ficar pra mais tarde

você deixa o fim pra outro dia?

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Terrorismo

Eu hoje senti a diferença entre viver num país que possui um nível de violência constante e outro que o possui este nível muito baixo, mas que sofre com o medo aos grupos terroristas.

Não sei se conseguirei descrever exatamente o que eu senti, mas foi alucinante ver quase palpável a diferença cultural e social que existe no mundo.

Mas, vamos aos fatos.

Voltavamos eu e um amigo da universidade de ônibus. Quando entramos havia uma mala de viagem abandonada perto de umas das três portas do sanfonão vermelho. Guillermo, meu amigo, olha pra mim e questiona se alguém haveria esquecido a mala ali, e eu digo que penso que é de alguém que ainda está no ônibus. Não satisfeito com as possibilidades, ele grita pra que todos possam ouvir “é de alguém essa mala?”. Sua pergunta é respondida com silêncio. Ele senta-se contrariado. Eu percebo que está muito calado e então me dou conta que está completamente incomodado com o objeto. E então, eu penso: uau, seria uma bomba?

Faço um comentário engraçado (na verdade me senti estúpida depois) ”pelo menos eu ia ter uma boa história pra contar” e meu amigo me corta “é, perdi minhas duas pernas, em Sevilha”. Guillermo é um ser extremamente brincalhão e quando fala sério me assusta. De repente, começa a sair um barulho da bolsa. Eu digo “deve ser um telefone” e ele completa “não quero esperar pra ver”. Aperta o botão de parada e me obriga de certa maneira a descer do ônibus. Brincadeira? Exagero? Talvez sim, talvez não.

Pra mim era como um filme, claro, eu vivo em Itajaí, que dia sim dia também morre gente por tiros, tráfico e essas coisas. Mas como disse, é uma violência constante, sou como o sapo que tá sendo cozido na água, já não me assusto mais. Tomo apenas cuidados diários. Com certeza, ele estranharia ninguém andando na rua sozinho depois da meia-noite, bolsas e carteiras muito bem vigiadas, seguranças em toda casa noturna e eventos de grande porte…

Há uma linha que separa esses dois mundos, e pra mim hoje ela estava fluorescente.

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Só pra dar um sinal de vida

Enquanto escuto Pijama Show pela internet, converso no msn, espero carregar as novos fotos do álbum e respondo alguns e-mails, penso em alguma coisa pra escrever no blog. Não que eu não tenha nada de interessante pra contar, na verdade existe um monte de coisa que muita gente sabe e me pergunta “por que não botas no blog?”, mas na verdade são tantas as coisas que não sei por onde começar e nem como contar.

Mas, aproveitando a proximidade do Natal, comento a falta de decoração natalina por aqui. Na minha rua eu me sentia mais no natal que aqui. Meio frustante esse clima. Ainda não sei o que vou fazer, tenho milhões de idéias, mas a falta de tempo e dinheiro reduzem muito as possibilidades. Na última hora creio que faço alguma loucura e curto esse dia como ninguém.

Esta é a última semana de aula antes do Natal. Terei uma mini férias, e diferente do que acontece nos meus últimos anos de estudos as aulas não acabam de vez. Volto dia 07 de janeiro, tenho mais tres semanas de aula, uma semana e meia de provas e depois começa o novo quatrimestre. No dia 09 de fevereiro… bonito dia, não? (sim, é meu aniversário! Rss…)

Em breve um post mais animado. Quer saber por quê? Visite e confira.

Besitos

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Desconta pra mim?

Vocês sabiam que existe nota de 500 euros?
Pois, eu não sabia, até que ontem uma humilde senhora pede pra cobrar uma tortinha de 4.40€ de umas dessas tristes notas. U babei! Depois ela descobriu que tinha uma mais pequena na carteira, daí fizemos de conta que ela não queria “se aparecê” e rimos um pouco depois.

Segunda-feira com cara de domingo, saidinhas pra almoçar e novas fotos. Confiram no álbum…

Hasta luego hijos!

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Yo quiero… un Seven UP!

Seven Up? Sim… Ahhh uma Sprite!

Os espanhóis, não todos claro, mas a maioria não sabe ou não gosta de dizer Sprite. Por que? Talvez porque em um bom espanhol você teria que realmente dizer sprIte, e não “spraite”. Estranho?

Não mais estranho do que o que eu vivi, ontem. Chego na cozinha do restaurante e ouço “vem menina linda senta aqui com seu pretinho”… Paro e penso. Paro e ouço. Paro e penso outra vez. A música continua “vou te pegar no colo e fazer muito carinho…” e eu olho pros cozinheiros e pergunto: “de onde vem isso?” e respondem: “dá radio, é música brasileira né?” e eu “bem, de certa forma sim….” É, toca Bonde do Tigrão numa rádio da Espanha.

Ceninhas do Cotidiano

Cena 01 - Sábado a noite 

(Cliente) – Moça, que vinho é esse que você me serviu.

(Eu) – O que o senhor pediu, Rioja de la casa. Por que?

(Cliente) – Pra eu nunca mais pedir.

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Descrição de um dia perfeito

Um dia perfeito às vezes é o dia mais simples

o mais inesperado

aquele em que você acordou com um ânimo inexplicável

ou aquele em que acordou com uma preguiça absurda

o dia perfeito nem sempre começa com um sol maravilhoso

e pode terminar com a chuva que você não queria

o dia perfeito nem sempre pode ser contado

o dia perfeito só é perfeito pra quem o vive

o dia perfeito pode ser de muito trabalho

de descanso

o dia perfeito pode ter uma pessoa especial

e essa pessoa pode nem saber que é especial

ou você pode ser mais especial pra ela do que ela pra você

o dia perfeito pode ser tudo isso junto

uma sucessão de momentos incríveis

mas o dia perfeito como eu disse antes

nem sempre pode ser contado

e muitas vezes é perfeito demais pra ser descrito

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