Arquivo para Novembro, 2007

Outras conclusões

1. Os espanhóis bebem muito

Sei que pra uns isso não é novidade, principalmente para meus amigos portugueses, mas preciso comentar isso. Aqui existe a expressão “ir de copas” ou “sair de copas”, ou seja, ir encher a cara. Nem todo mundo que sai de copas fica bêbado, mas nesses casos existe um motivo plausível, que geralmente é o fato de não ser espanhol. Piada? Nem tanto, pesquisa que saiu hoje na TVE comprova que, 73% dos meninos entre 17 e 20 anos bebem e entre as meninas o indice é de 56%.

2. Os sevilhanos não sabem dirigir

E além disso sua paixão é a buzina. Dificilmente você encontra um carro intacto, sempre tem um amassadinho, um arranhãozinho ou já está destruído mesmo. Um dia eu estava dentro do ônibus e comecei a contar, conta simples, cada dez carros que passavam do meu lado, oito tinham algum tipo de estrago feito no trânsito.

3. Chevrolet = Opel

Ainda falando de carros, aqui, os nossos conhecidos Astra, Corsa, Meriva, não levam o selo Chevrolet, mas sim Opel. Tem um slogan parecido um pouco mais estilizado. Os modelos em alguns casos são idênticos e em outros totalmente diferente, o caso do Astra. A rede Chevrolet também existe, mas a produção é em diferente do que já conhecemos aí no Brasil. Quem quiser dar uma espiadinha pode conferir entrando no site das duas concessionárias.

- www.chevrolet.es

- www.opel.es

O porquê do exposto acima eu não sei, se alguém estiver com tempo pra pesquisar (ou já souber!) e quiser aclarar, está aberto o espaço!

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Dia de festa

Hoje, faz dois meses que estou aqui, em Sevilha. Apesar das saudades, posso dizer que está sendo uma fase incrível da minha vida. Como fiquei muitos dias sem escrever, hoje aproveitando a data vou fazer um balanço de tudo que já vivenciei por aqui, comentar fatos e tudo o mais que me parecer válido.

Culturas

Estar em Sevilha não é só estar na Espanha, é estar em várias parte do mundo ao mesmo tempo. O fluxo de estudantes Erasmus (bolsa de estudos para estudantes europeus) e de pessoas de toda parte do mundo que vem aqui para estudar ou trabalhar é muito grande, de maneira que você vive um pouquinho de cada cultura de acordo com o pessoal que vai conhecendo. Eu neste pouco tempo já conheci pessoas maravilhosas da Italia, França, Espanha, Siria, Bolivia, Chile, Equador, República Checa, Sahara Ocidental, Suécia, Polônia, Alemanha… espero que não esteja esquecendo ninguém.

Pero, ¿por qué no te callas?

Essa foi a frase mais linda e perigosa que ouvi por aqui. “Dios mío” como eu ri no momento exato em que via a cena. Aqui, na Espanha no dia posterior era só disso que se falava. Todos os canais, todos os programas, todas as capas de jornais e revistas, a frase mais vista era ”El callate del Rey”. Para mim, a melhor declaração a respeito da repercusão do fato foi a de Zapatero “Eu só percebi que o assunto tinha virado o que virou quando fui tomar café da manhã, minha filha estava sentada a mesa, olhou pra mim e disse Pero, ¿por que no te callas? Aí sim percebi, o rumo que tudo tinha tomado”

Uma declaração simples de alguém que se colocou primeiro no lugar do povo pra entender o que havia passado. Depois é claro, começaram as maratona pra enxugar o leite derramado, mas se conheço um poquinho do sentimentalista Chavez, isto vai virar um ferida pro resto da vida. Vamos aguardar os próximos capítulos… Agora, não dá pra negar uma coisa: Ô Rey peitudo esse! Vou mandar ele falar com o Bush…

O frio

Faz poucos dias que comecei a sentir um arrepio na espinha, um ressecamento nos lábios, falta de mais um cobertor, de uma meia pra dormir, e comecei a ver sentindo em todo esse equimento de aquecimento aqui em casa. É, o frio tinha chegado. Agora ele está aqui, do lado de fora da janela, esperando que eu saia pra me receber com o romântico clima frio europeu.

Já usei as luvas e um casaco mais pesado, logo coloco também um cachecol, uma toquinha com pelinhos e aí o traje está completo. Vai ficar faltando só a neve que aqui não tem. As folhas já estão todos ao chão, o matinho não está mais tão verde e o sol está estupidamente agradável. Ah o inverno!

Universidade

Com o tempo você vai descobrindo que todo lugar tem seu lado bom e ruim. Que há pessoas maravilhosas além das que não te agradam muito e que uma situação em princípio boba pode te levar a outras perfeitas. Foi assim que conheci José Maria, um dos administradores da universidade. Ele dentre outras coisas ajuda aos estudantes estrangeiros. Confesso que a primeira vez que o vi, achei engraçada sua peruca, mas depois quando precisei de um documento que não lhe competia, mas que com toda atenção providenciou pra mim vi que este senhor era um meio pai pra todos que precisavam de algo.

As aulas

A matéria que eu mais gosto no momento é Relações Internacionais. Cada dia vejo que tenho mais afinidade com esse campo e que o que me falta é conhecimento, o que estou tentando suprir ao máximo. Todas as quintas-feiras durante as aulas jogamos algo que se parece muito a WAR, onde cada aluno (somos mais ou menos 50) é um ator internacional, eu sou Brasil (óbvio… Rs…), e cada um planeja uma ação e contra-ataca outra… Relatamos no verso de um mapa para que fim de ano ele analise o desempenho de cada. É perfeito!

Balanço final

Positivíssimo! Houve momentos difíceis, complicados, inesperados, mas aprendi tanto quanto com todos os outros maravilhosos! E hoje é dia de comemorar…

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Um detalhe importante

Quando você muda de país, de universidade, de casa e conhece uma porção de gente diferente acredito que, seja natural que sua cabeça passe horas fazendo comparações.

Dentre todas essas, hoje, particularmente eu notei uma diferença abismal entre a universidade daí e a daqui. Na Univali, sempre que um professor falta, está doente ou o que seja, nos avisam. Mandam e-mails ou até mesmo ligam. Bem, aqui não. Resultado: algumas pedaladas em vão.

Semana passada saí de casa correndo, sem nem almoçar porque estava atrasada. Chego, olho pra porta e “a professora lalala não…”. Que raiva! Nas últimas duas semanas eu pedalei mais ou menos quatro horas por nada. A professora de Espanhol está doente (já faz todo esse tempo), e todas as segundas e quartas tenho que fazer uma “viagem” de trinta minutos pra descobrir se já está curada, porque pra piorar ninguém atende o telefone na secretaria.

¡IncreíblE!

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Chuva

Hoje, foi o primeiro dia que vi chover de verdade aqui, em Sevilha. Aliás, eu pensava que era uma chuva normal, mas voltando pra casa eu vi duas árvores caídas, muitas sombrinhas e guarda-chuvas pela rua ou em lixeiras e pra completar o caminhão dos bombeiros estava retirando a água de um estacionamento. Senti-me até egoísta reclamando que tinha perdido duas aulas por causa da chuva.

Pois é, perdi duas aulas, aliás como comentei hoje, às vezes acho que há um “complô” pra que eu as perca. Um dia, o despertador não desperta, em outro, precisei resolver problemas burocráticos, hoje, acordei no horário e tudo, mas a chuva e vento tornaram impossível sair de casa, e depois peguei um ônibus que fez o favor de ficar uma hora no congestionamento depois de demorar mais de 20 minutos pra passar na parada. Saldo: cheguei quase 40 minutos atrasada, o que impossibilita qualquer entrada sensata na sala de aula.

Explico o porquê do sensata. Estes dias, saí de uma aula às 12h30 e a outra começava no mesmo horário, mas passei no banheiro antes, assim que cheguei às 12h35 na sala, e a professora me mandou sair. Claro que, depois descobri que além de estar na TPM (tá isso deduzi…), já haviam chegado mais ou menos cinco pessoas atrasadas depois que ela havia começado a falar, e um minuto antes de eu entrar ela disse “a próxima pessoa que entrar eu mando sair… (em espanhol, óbvio!)”. Bem, fui eu a sortuda.

Tenho mil e uma observações e análises para postar aqui, mas estão somente apuntadas no meu cadernito, assim que eu tiver forças (rs..) começo a escrever.

Hasta mañana y besitos!

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Estoy viva!

Eu sei eu sei, é cruel desaparecer e não dar mais notícias. Estou num rítmo aceleradíssimo, cheia de coisas pra contar, mas sem tempo pra escrever. O que prometo é que em breve volto as atualizações periódicas, tenho alguns textos em mente que pretendo escrever esta semana e aos poucos vou postando. Portanto, por favor aguardem! Um pouquinho mais de paciencia só… hehehe

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Restabelecendo a conexão

Recorde! Mais de uma semana sem postar… Não vou fazer um relato de tudo que se passou nessa semana porque ficaria um tanto quanto desgastante, mas sim um resumo rápido para que saibam dos acontecimentos mais significativos.

Como já me perguntaram, tanto nos comentários como por e-mail, vou respondendo que estou adorando o restaurante e meus companheiros. Tenho falado muito espanhol, um pouco de inglês e esses dias até português com uma familia de Lisboa que estava por lá. E para os que estavam torcendo pra eu cometer minhas tradicionais trapalhadas, aviso que só quebrei um prato (vazio) e uma tacinha. Mas, isso não significa nada, todo mundo quebra!

Talvez a novidade maior e inesperada seja que eu me mudei… Agora moro na região de Carmona, não mais no Centrão, mas ainda estou bem localizada. Com a bicicleta levo 10 minutos pra chegar ao trabalho e 25 à faculdade. Estou morando com uma arquiteta espanhola. E antes que me perguntem o porquê da troca de lar e companheiras de piso, já explico que estávamos um pouco apertadas por lá, surgiu a oportunidade e achei que seria a melhor opcao. Quem quiser meu novo endereco pode pedir por email.

No mais, acho que tudo continua como antes. Mais uma semaninha e acredito que possa tornar mais frequente minhas atualizacoes por aqui.

Beijos!

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