Essa acaba de sair forno. Fui chamada pra trabalhar no Dúplex, um barzinho bem perto de casa. Começo hoje às 19h, um experiência. Agora, é só torcer pra eu não derrubar nada em niguém, confundir mesas…
Arquivo para Outubro, 2007
Sevilla en BICI!
Como diz minha amiga Jéssica, nada mais europeu que as bicicletas. Comprei a minha hoje, é usada e simplesinha, mas fofa. Verde e com cestinha.
Aqui muita gente usa bicleta, inclusive a prefeitura disponibiliza muitas para aluguel. Há várias espalhadas por toda cidade, onde você paga como 5 euros (com cartão de crédito) para semana e depois vai fazendo recargas de tempo. Pra quem viverá muito tempo aqui não vale a pena, mas para os turistas é perfeito.
Visitinhas
Hoje vieram ao nosso apartamento a Rocío e sua mãe, que chegaram domingo a Sevilha. Comemos cachorro quente e vão dormir aqui. A Maria, outra brasileira, do Rio Grande do Sul, também veio. Nossa casa vive cheia de gente!
Retrospectiva
Deixe me ver, acho que parei na Quinta-feira…Fomos ao cinema como já havia anunciado. Já fiquei sabendo que O Orfanato passará aí no Brasil, e eu recomendo. Não vou dar detalhes porque perde a graça.
Curiosidades do cinema espanhol:
• Todos os filmes, repito, todos os filmes, são dublados, e isso não é só com filmes, vocês já imaginaram Friends, em espanhol? Sim, fica péssimo. Imaginem a Rachel dizendo “Mamá que es eso?” Capítulo de domingo (que eu já vi no Brasil, em DVD) quando Rachel está recebendo os presentes do seu chá de bebê.
• O Shopping, ou melhor, Centro Comercial, aqui usam-se poucas palavras estrangeiras, e as que são usadas se pronuncia como se estivéssemos lendo em espanhol. Por exemplo (as mais esquisitas), WiFi é “uifi”, Spider Man é espider man, e por aí vai… Mas os que ia dizer não tinha nada a ver com isso, o centro comercial em que fomos ver o filme, tem nada mais, nada menos, que 20 salas de cinema. O nome dos filmes e suas respectivas sessões aparecem em telinhas como de aeroporto, e as mulheres que atendem falam em alto-falantes como tais também. Passam muitos filmes, não contei, mas que me lembre mais que dez estavam em cartaz naquele dia. As entradas custam algo como cinco euros, digo como porque estávamos em muitos, havia desconto disso e daquilo, daí dividimos o valor final e não sei quanto é o que.
Sexta-feira
Último dia da semana, mais uma que termina e eu estou sem emprego. Rs… Enquanto escrevo (agora na segunda-feira) calculo quanto tempo tenho até terminar de me arrumar e ir entregar mais alguns currículos (e afinal, o correto é eu escrever curriculuns ou currículos??? E em espanhol???). Vida dura essa de desempregada!Eu cheguei morta na sexta, comi (sempre e muito, saldo: cerca de três quilos mais fofa!), deitei e dormi.
Sábado
Todas foram visitar a Factory, um grande galpão cheio de roupas, sapatos e bolsas de marca a um precinho de camelô. Todas, menos eu. Pobre, falida e ainda cheia de coisa pra estudar. Fiquei em casa colocando as coisas em dia, lavei roupa, banheiro, cozinha e estudei.Quando voltaram, vi o preço de tudo e nem acreditei. Ai vai um recado pra minha amiga Jéssica, fale pra sua tia que você pode encontrar bolsas da Puma por cerca de cinco euros e tênis Nike Shox (é assim que escreve?) por cerca de 50, acredito que ela no mínimo ficará com pena de você e te acompanhará até Sevilha.Eu já estou fazendo planos pro dinheiro que ainda não ganhei, mas já tenho contas pra pagar. Rs… E, quando eu voltar, acho que tudo que trouxe darei aos pobres e voltarei com guarda roupa renovado!
Bem, mas voltando ao sábado de garota responsável, que cuida da casa e dos estudos, de noite eu é claro tinha que relaxar. E adivinha o que eu fiz? Fui pra cozinha. Tem diversão maior do que cozinhar? Sim, comer tudo depois. Fui lá e arrepiei, como diria um amigo. Batatas-fritas, croquete de frango, também fritos, torradinhas enfeitadas, que diz minha amiga italiana que se chamam brusquetas, tá que eu invento algo novo e ela diz que é algo que já existe, mas tudo bem, o importante é que posso dizer que aprendi comigo mesma a fazer brusquetas. E pra completar, uma Coca Zero e salada, que é claro eu não comi.Nossa, depois dessa pequena janta, tudo que eu queria era uma cama, mas as minhas companheiras aqui não queriam o mesmo. E então, fomos todas parar outra vez na Carboneria, esta noite com direito a uma performance de Flamenco e depois de uma Tarantela concebida por nossas amigas pra quem quisesse ou não ver e ouvir nas ruas de Sevilla. Passeamos, cantamos, e enfim chegamos em casa, mais algumas horas de risadas frenéticas as cinco da manhã e cama.Domingo, ah domingo… Foi perfeito. Sai às onze da manhã de casa e fui andar, sozinha, como a tempos não fazia, afinal morando com mais quatro pessoas, só se faz uma coisa sozinha: ir no banheiro. Quer dizer, às vezes alguém te atrapalha sem querer com aquele “posso entrar rapidinho?” Rs… Também faço isso, são as particularidades do dia-dia.Caminhei por algumas ruas, e eis que chego na “Calle Sierpes” uma rua comercial, há lojas de todos os tipos e pra todos os gostos e bolsos. Estavam todas fechadas, mas a atração ali daquele dia, era uma família, ou um grupo de amigos, não sei ao certo, enfim, um quarteto de cordas. Eram magníficos, tocavam as clássicas e eu me senti como figurante de um filme, onde o quarteto fazia a trilha sonora para um casal que em alguma parte daquele lugar se despedia triste e lindamente. Depois disso, encontrei um casal violinista e tecladista e ainda, um grupo de Flamenco se apresentando em frente a catedral. Momentos inesquecíveis, que não precisam nem de fotos pra ficar guardados eternamente na minha memória.
Pizza italiana
De noite, fomos presenteadas com uma boníssima pizza italiana. Mariana, irmã de Antonella, a fez pra nós e outra vez comi assustadoramente bem. Agora temos que ir a Itália pra ver se a dela é tão boa quanto a dos pizzaiolos de lá. Rs…
Segunda-feira
Torci o quanto pude pra Internet voltar e postar isso ontem, mas não resolveu. Terminei o post e fui buscar emprego. Sim, a aquela hora, perto das 21h30, porque é nesse horário que os donos dos bares e restaurantes estão em seus estabelecimentos. Voltei às 00h25… Cai na cama.
Mais colchões
Depois daquela confusão pra conseguir o colchão, jamais imaginaríamos que desceríamos as escadas do prédio e teríamos dois atirados a nossa porta. Sim, ninguém quis acreditar, mas estavam lá. Um de solteiro e outro de casal. Agora temos três colchões extras e vamos vender dois. Rs…
Hoje
Enfim, postando algo na velocidade real que acontecem. O dia foi tranqüilo, aulas, aulas, e depois uma faxininha básica. Aquela de sempre pelos 7 euros a hora. Agora to aqui no computador e lamentando não ter nada de novo pra contar justo no dia que posso postar.
Ahhhh
Gente, desculpem a ausência. O sinal de internet de casa sumiu, e estou precisando poupar. Essa semana vou comprar uma bicicletinha. Usada, é claro. Prometo que amanhã, lá na facul, conto todas as novidades e ponho fotos no flog.
Até lá…
Não foi dessa vez
Ontem, não postei nenhuma novidade porque não as tinha. Aliás, contínuo sem tê-las. Mas, tendo em vista que hoje é quinta, o fim de semana já está na porta, e ele promete, não desanimem. (Reparam na quantidade de usos do verbo ter?)
Hoje, vou ao cinemas com las chicas, assistir O Orfanato… uuu que medo! Também hoje, chega a irmã da Antonella, o que significa que os próximos quinze dias serão divertidos, barulhentos e engordativos. Ela é uma auténtica italiana, que nos prometeu várias pizzas, e vem até com os ingredientes na bagagem.
Ai ai… dieta foi pro espaço! Ou melhor, pro forno!
Novidades!
Amanhã se tudo correr como o esperado, terei novidades quantíssimas!
Aguardem e confira!
Calça plástica aos cavalos

Todos os dias, as charretes acima invadem as ruas de Sevilha. São bonitas e o passeio imagino seja agradável. Mas detrás dessa imagem romântica, ficam rastros de bosta de cavalo. Tosdos os dias tenho que andar pulando e desviando. Sem contar as moscas, uuu nojeira! É uma questão de higiene. Você passa comendo um sorvete e de repente sente aquele odor agrádavel de m… Isso quando a mosquinha querida não pousa na caca e depois pousa em você.
Cenários opostos. Em uma cidade onde as portas e persianas sobem e descem automaticamente, onde cafés, sucos e refrigerantes estão a disposição de todos em máquinas, onde nos ônibus não existe nada mais que o motorista, pois cada um paga sua passagem, seja com bilhete eletrônico ou ao próprio motorista, sem precisar ser cobrado.
Ou ainda, onde pela noite passam caminhões lavando as ruas, onde não existem garis porque ninguém joga lixo no chão e o resto os tais caminhões fazem, onde um metrô passará no meio da cidade como se fosse um trem, sem a necessidade de protetores, porque as pessoas sabem onde é o seu lugar e não fazem o que não devem fazer.
Eu custo a entender, como neste lugar avançado e repleto de turistas aceita essa sujeira constante. Sujeira que é limpa todas as noites, mas e durante o dia? Isso me incomoda, como moradora e enquanto turista também. Não sei, que ponham calça plásticas, não seria lindo mas seria mais higiênico e cheiroso.
Dias desiguais (no sentido de diferentes! Rs…)
Os últimos dias foram dotados de grandes emoções. Talvez, isso já explique um pouco de minha ausência, mas com certeza o maior empecilho para post’s freqüentes é a falta de Internet em casa. Hoje, conseguimos quase resolver isso, mas essa é uma história que conto mais tarde.
Sendo assim, volto ao dia 12, dia da “Hispanidad” aqui e dia das crianças aí. Ai saudade dos meus pais! Quero brinquedos!!! Rs… Neste dia que aqui não chamam de feriado, e sim de Fiesta ou Festivo, combinamos de ir as cinco a “Plaza de España”, onde esperávamos encontrar algum evento ou movimento diferente.
Antonella e Alessandra saíram pra almoçar, enquanto isso nós saímos para bater uma fotos (podem conferi-las no Álbum!). Quando já nos dirigíamos a Plaza, toca o telefone. Eram elas, Anto e Ale, contando uma história de que tinham achado um colchão de casal na rua e que não tinham como levá-lo pra casa sozinhas.
Como sou péssima pra me localizar, passei o telefone pra Gaby, e enquanto íamos ao encontro das duas, pensava em como um colchão tinha parado no caminho delas, ou com elas tinham parado no caminho dele. Não, nós não estamos montando um brechó ou algo assim. Já explico porque tamanho espanto e importância a este encontro casual.
Nas próximas semanas, os familiares de nossas italianinhas vem nos visitar, bem como amigos nossos em breve, e pensávamos em comprar um colchão, para que assim ninguém precisasse se dirigir aos sofás ou a algum hotel. Porém, sempre que víamos os preços, adiávamos a compra. Um descente, como o que elas encontraram custa mais de 200 Euros.
Chegando ao ponto de encontro, e vendo o colchão, não podia creditar. Era lindo, e novo. Estava sujinho por ter ficado ali no chão, e um pequeno queimadinho na lateral. Mas, como disse, era lindo, novo e ainda agrego, grande. Perguntamos a um senhor qual o caminho mais curto até nossa casa e pensávamos ir levando ele aos poucos, revezando.
Eis então, que surge uma boa alma, ou será um anjo? Um rapaz, descobrimos depois se chamar Marcos, ele pára o carro e não acredita no que vê. Fazíamos festa como quem descobrira uma máquina de fazer dinheiro. Contamos o que estávamos fazendo, e ele resolve ajudar. Mas, o colchão não cabe no carro. E agora? Uma corda, diz ele.
Imaginem cinco ruas minúsculas se cruzando, onde é impossível passar um carro e uma pessoa lado a lado. Alguém acha que é possível encontrar um corda por ali? A única loja perto parece um 1.99, esse cara deve ser doido em dizer que precisa de uma corda, não? Não. Ali estava, num lojinha pequena, duas pequenas cordas, dois Euros.
Então, aí estava. Colchão amarrado, tudo certo. Nem tanto, ai Senhor, a porta não abre. Não tem problema eu entro pela janela, diz Marcos. Agora, o colchão tá lá, limpo e esperando nossa primeira hóspede, que chega na quinta.
Ps: Enquanto ele colocava o colchão em cima do carro, eu pensava: no mínimo vai embora com o colchão pra ele.
Uma oportunidade
Na mesma sexta, dia 12, entreguei alguns curriculuns, e em um dos lugares senti muitas energias positivas, acho que pode rolar. É emprego com tudo direitinho, sabem, na lei. O nome do lugar é Sevilha Kebab. Peço a todos que quando forem bater seu papinho com Deus, lembrem de mim e da Gaby.
Plaza de España
Depois do episódio do colchão, seguimos com nossos planos e fomos a “Plaza de España”. Para nossa decepção, não havia qualquer evento extraordinário, a não ser o volume maior de charretes passeando com turistas por ali. Aliás, os cavalos de Sevilha me inspiram um post. Mas deixa pra outro dia.
Ei, me dá um pouquinha do teu sinal?
Lembram que no comecinho do post, falei da Internet? Então, devido aos altos custos de instalação de uma linha adsl, tivemos de recorrer a outros meios. A Gaby comprou seu modem para uso de Internet sem fio e fomos a caça de um sinalzinho disponível. Conseguimos captar muitos, porém a maioria protegido.
A maioria, como disse, mas havia um, o bendito, o caridoso, que se deixou repartir conosco. Perfeito! Ou melhor, quase. A conexão é rápida, apesar do sinal fraco, e constante, nem precisaríamos mais contratar Internet, não fosse o fato dela só funcionar no terraço do prédio. Logo mais, pela tarde quando for postar este texto, estarei lá, no sol sevilhano com um notebook encima de uma mesinha de plástico, usando a Internet de alguém bondoso ou desatento que deixa seu sinal livre pra todos.
Os problemas do terraço incluem falta de energia, o que faz com tenhamos que usar o note por cerca de uma hora e meia e depois desçamos para carregar por duas horas. Sem contar que, a essa hora (02h10) é muito frio e escuro lá encima. Pra mim é muito empenho, só em caso de emergência.
Mas, acredito que isso seja provisório. Sei que todos vão rezar por nós duas, conseguiremos o emprego e então poderemos contratar a Internet sem problemas. =)
Fotos
Hoje tem atualizações no flog e no álbum, como mencionado durante o post. Confira inclusive a saga do colchão! (em breve)

