Começarei contando tudo desde o começo, lá no dia 25 de setembro. O embarque foi tranqüilo. Tivemos poucos atrasos, cheguei a Madrid passava um pouco das sete da manhã de lá, fui recebida por uma lua, que me fez odiar não ter um uma câmera fotográfica naquele momento.
Sim, não estou louca, eram sete da manhã e havia uma lua cheia e brilhante no céu. Primeira constatação ao chegar em solo espanhol: Por aqui, o dia amanhece de verdade só depois das 8h30, sol mesmo só depois das 9h30, mas em compensação a noite também só cai de verdade depois das 21h.
Agora, voltando ao assunto anterior, depois da minha chegada, nos perdemos dentro do aeroporto, o aeroporto de Barajas, em Madrid é enorme, pra se ter uma noção, do portão de desembarque ao portão de embarque da conexão para Sevilha, havia um quilometro. Isso, aliado a falta de informação nos fez perder a conexão.
O vôo foi remarcado para às 10h45, com isso os planos de procurar apartamento no primeiro dia começaram a desmoronar. Chegamos em Sevilha perto das 12h e uma das malas da Gaby não havia chegado. Mais uma espera de uma hora e meia, e então nos dirigimos a uma pensão que havíamos reservado.
Momento Crítico
Fomos pegar um táxi até a pensão que havíamos reservado através da “Oficina de Turismo” existente no aeroporto de Sevilha. O primeiro problema foram as malas, não havia meio de colocá-las em um único táxi. Até porque eles não queriam acomodá-las nos bancos, mas somente no porta-malas. Não teve outro meio, fomos em dois taxis.
Os problemas não terminaram por ali, os dois taxistas foram nada delicados conosco e com as malas, e o resultado foi que ficamos 50 euros mais pobres e com as malas destruídas. Quando achávamos que o pior havia passado, descobrimos que teríamos de subir muitas escadas para chegar ao quarto da pensão, e com as malas naquele estado seria impossível.
Nós todas, Eu, a Gaby e a D. Cecília (tia da Gaby), estávamos perplexas com a recepção. Enquanto D. Cecília cuidava das malas, eu e Gaby fomos em busca de algum lugar para ficar, perto dali. Seguimos as indicações de um rapaz e fomos parar na Pensión Doña Trindad. Ali ficamos os dois primeiros dias da viagem.
Um lugar pra morar
Depois de toda essa confusão ter sido resolvida, fomos em busca de nosso primeiro objetivo: UMA CASA! Não dava pra ficar pulando de albergue em albergue. Compramos jornais, fomos a imobiliárias e por fim ao atendimento a universitários da universidade. Conseguimos algumas boas opções, mas ao ligar: “Lo siento, ya está ocupado…”
Depois de uma quinta feira cheia de “Lo sientos”, voltamos para a pensão com planos de nos mudar para um albergue um pouco mais longe, mas muito mais barato, assim, poderíamos ficar um tempo maior caso fosse necessário. Já tínhamos ligado para lá, porém só teriam vaga para domingo. Ao que tudo indicava seriam mais dois dias de belos gastos.
Eis então que ao chegar na pensão, o dono nos informou que na sexta-feira, não poderíamos ficar lá, pois não haviam vagas. Ele jurou que já tinha nos dito, mas… Então o desesperou retornou. Ele mesmo conseguiu reserva em outro albergue, mas só de pensar em mais duas mudanças provisórias, a vontade era chorar!
No outro dia pela manhã fomos a Plaza de España, lá fica a Estrangeria, funciona mais ou menos como a Policia Federal do Brasil em relação aos estrangeiros. Preciso fazer um cartão de estudante estrangeiro. Tivemos que acordar às 6h para que fossemos umas da primeiras a ser atendidas.
Depois disso, lá pelas 9h30 iamos nos dirigir até o albergue que não tinha vagas para ver se conseguiamos alguma vaga de um desistente. Porém no caminho passamos na universidade para pegar algumas informações e então eis que surgem duas italianas e nos perguntam se estamos procurando apartamento.
Nem vou prolongar muito a história! Na sexta mesmo nos mudamos. O apartamento é muito fofo. Estamos em cinco. As duas italianas, Antonella e Alessandra, eu, a Gaby e a D. Cecilia. Logo, assim que tiver uma câmera, postarei fotos.
Primeira noite
A primeira noite no nosso apartamento foi um máximo, dormimos felizes e cansadas. Quer dizer, isso depois de se acostumar com o barulho feito pelos boêmios de Sevilha. Logo abaixo de nosso apê há tres bares, em um deles na porta está escrito: “Proibido jogar copos na rua”. Barzinho tranquilo, não acham?
Mas, também há coisas muito boas nos cercando, estamos instaladas quase em frente a Catedral de Sevilha, que é linda! E como estamos bem no Centro, fica tudo pertinho. Mercado, padaria, lanchonetes, internet…
Acho que já consegui deixar todos atualizados das prinicipais novidades. Amanhã conto como foi meu primeiro dia de aula.







